Organização Mundial da Saúde (OMS) pede providências para proteger crianças de medicamentos contaminados

Pedido de ação urgente aos países é para que enfrentem produtos falsificados; nos últimos quatro meses, pelo menos sete países notificaram incidentes com xaropes que continham substâncias tóxicas; pelo menos 300 pessoas morreram, a maioria crianças abaixo de cinco anos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, emitiu um comunicado, nesta segunda-feira, pedindo medidas para combater a contaminação em remédios para crianças.

Para a OMS, é preciso mais ação dos países para acabar com os medicamentos falsificados. A agência recebeu relatos de pelo menos 300 mortes em três nações. A maioria das crianças tinha menos de cinco anos de idade.

Xaropes com dietilenoglicol e etilenoglicol, ambos perigosos

O alerta ocorreu após pelo menos sete países relatarem incidentes com xaropes que continham altos níveis de dois elementos tóxicos: dietilenoglicol, DEG, e etilenoglicol, GE. Ambos são perigosos. Mas, administrados em grandes quantidades, o dietilenoglicol pode provocar problemas graves renais e até neurológicos.

As substâncias são químicos tóxicos usados como solventes industriais e anticongelantes. A ingestão, ainda que em pequenas doses, pode ser fatal. A OMS afirma que esses elementos jamais poderiam estar presentes num frasco de medicamento.

Os incidentes documentados pela agência estão ocorrendo desde outubro do ano passado em países com Gâmbia, Indonésia e Uzbequistão. A OMS relatou os três casos a todas as autoridades de saúde dos 194 países-membros da agência entre eles todas as nações de língua portuguesa.

A OMS pediu aos reguladores e governos que identifiquem e removam os medicamentos e qualquer produto que contenham esses tóxicos do mercado.

Remoção das prateleiras e notificação imediata

Esses alertas incluem ainda: a detecção e remoção dos remédios contaminados das prateleiras, o aumento da vigilância e diligência às cadeias de fornecimento dos países que podem ter sido afetadas, a notificação imediata à agência da ONU caso subprodutos desses xaropes tenham sido descobertos dentro do país e a informação ao público dos perigos e efeitos tóxicos desses medicamentos.

A OMS pediu aos reguladores e governos que identifiquem e removam os medicamentos e qualquer produto que contenham esses tóxicos do mercado. Assegurem que todos os produtos à venda são aprovados para uso pelas autoridades competentes.  Destinem recursos para melhorar e aumentar as inspeções de medicamentos com base em padrões e normais internacionais.

A agência da ONU também quer que os países aumentem vigilância com testes de risco incluindo em mercados informais, e que aplique leis e outras medidas legais para ajudar a combater a manufatura e distribuição de medicamentos falsificados.

Vigilância em mercados informais

A agência da ONU também quer que os países aumentem vigilância com testes de risco incluindo em mercados informais, e que aplique leis e outras medidas legais para ajudar a combater a manufatura e distribuição de medicamentos falsificados.

E aos laboratórios, a agência da ONU pede que só comprem remédios de fornecedores legítimos e que testem os medicamentos, de forma abrangente, antes do uso. Para a OMS, é preciso ainda dar garantias de que a qualidade do produto incluindo pela qualidade de certificados e análises se baseiem em resultados de testes apropriados com documentação de todas as etapas da produção dos fármacos.

Orientações aos consumidores

O apelo se estende ainda aos farmacêuticos e outros distribuidores dos remédios para que sempre chequem sinais de falsificação e da condição dos produtos. Que distribuam somente os remédios autorizados e de fontes aprovadas pelas autoridades.

É preciso ainda manter toda a documentação dos medicamentos relacionadas à produção, venda e distribuição além de envolver especialistas em medicamentos que possam fornecer orientações aos consumidores sobre o uso do medicamento.

A OMS informou que mantém sua cooperação com os países por meio do Mecanismo Estado-Membro sobre Medicamentos Falsificados. A meta é fortalecer a cooperação na prevenção, detecção e resposta aos produtos abaixo do padrão e falsos para assim salvar vidas.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.

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